MINHA FAMÍLIA

MINHA FAMÍLIA
Agradeço sua visita!
Neste espaço vou compartilhar com você um pouco do que tenho recebido de DEUS, que sempre nos dá muito mais do que merecemos.
Desde já agradeço a reflexão de seu comentário.

terça-feira, 23 de março de 2010

ORAÇÃO DO PAI NOSSO p1

SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 1
Texto base:
MATEUS 6.9-13
9 Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.]

Texto áureo: “Pai nosso, que estás no céu”

INTRODUÇÃO:

Os capítulos 5,6 e 7 de Mateus fala da mensagem de Jesus no sermão do monte. E é uma das passagens mais mal interpretada na Bíblia. Uns dizem que é o plano de salvação de Deus, outros o chamam de “tratado em prol da paz”. Ainda outros, afirmam ser um tempo futuro, durante a tribulação ou reino milenar.

O tema central desse texto é a verdadeira justiça. A justiça que Jesus descreve é verdadeira e essencial, começa no interior do coração. Os fariseus preocupavam-se com os mínimos detalhes da conduta, mas deixavam de cuidar do mais importante, o caráter. A conduta é decorrente do caráter.

Os ensinamentos do sermão do monte são repetidos para a Igreja de hoje nas epístolas do Novo Testamento.

No capítulo 6 o Senhor Jesus nos apresenta algumas instruções com respeito à oração: devemos orar em particular antes de orar em público; devemos orar com sinceridade, devemos orar de acordo com a vontade de Deus e devemos orar com espírito de perdão.

Chegamos então ao nosso foco, a oração conhecida como “Pai nosso”. Jesus não deu essa oração para ser memorizada e recitada determinado número de vezes. Jesus não disse: “orem com estas palavras”, mas sim: “orem desta forma”, ou seja, “usem esta oração como um modelo, não como um substituto”.

Na estrutura das 7 petições apresentadas aqui, são divididas em duas partes principais:
1. As três primeiras se relacionam com o Pai;
2. As outras quatro se relacionam com os nossos semelhantes.

O propósito da oração é glorificar o nome de Deus e pedir ajuda para realizar sua vontade na Terra. Essa oração não começa com nossos interesses pessoais, mas sim com os interesses de Deus: o nome de Deus, seu reino e sua vontade.

Vejamos então o que a primeira parte da oração fala: “Pai nosso, que estás nos céu”.

1. “Pai”

Aba (hebraico) Nome aplicado a Deus em 3 textos do Novo Testamento:

Marcos 14.36 E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres.
Romanos 8.15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.
Gálatas 4.6 E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!

• Deus é bom e é amor; portanto, é também “Pai”.
• Deus é Pai de todas as Nações, pois elas são geradas por Ele;
• Deus é pai de Israel;
• Deus é pai unicamente de Jesus, o qual é descrito como “o Filho unigênito de Deus”.
• Deus é ocasionalmente referido, num sentido genérico, como Pai de todas as pessoas.

O acesso a Deus como “Pai” só é possível por meio de Cristo: “Ninguém vem ao Pai, senão por mim”, disse Jesus dirige-se (Jo 14.6). Isso também aponta o caminho para a filiação a Deus para todos os cristãos.

Deus como Pai de todos os cristãos é o complemento de sua paternidade a ser mencionada aqui. O Senhor é Pai de todos o que tem fé em Cristo.

Assim como Jesus, o Filho, é herdeiro da glória de Deus, Paulo diz que os filhos adotados são “co-herdeiros de Cristo, se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17).

Jesus Cristo mostrou o Pai ao mundo: “não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo. Antes, é o Pai que está em mim quem faz as obras” (Jo 14.10).

Novamente, a única resposta apropriada por parte do cristão, diante da idéia de ser feito filho de Deus, é o louvor: “Vede quão grande amor nos concedeu o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. E somos mesmo seus filhos! O mundo não nos conhece porque não o conheceu. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque assim como é, o veremos” (1 Jo 3.1,2).

• A única religião que chama seu deus de Pai é o Cristianismo. Muçulmanos, Budistas, hinduístas e Judaizantes não chamam seu deus de Pai.

2. “Nosso”

• É interessante observar que todos os pronomes da oração estão no plural “Pai nosso”.
• Precisamos lembrar que fazemos parte da família de Deus constituída de Cristãos de todo o mundo.
• Se tivermos orando segundo a vontade de Deus, de uma forma ou de outra, a resposta abençoará todo o povo de Deus.
• Portando, nos faz lembrar que não estamos sozinhos. “Pai nosso” alguém, ou alguns, ou muitos estão comigo.
• Ou seja levar o próximo para estarmos juntos em adoração ao Pai celestial.
• É o preço de estarmos juntos em comunhão.


Mas, caminhar com quem?

Caminhar com os nossos? Mas quem são os nossos?

o Aqueles que nos perseguem;
o Aqueles que temos que caminhar a segunda milha (Mt 5.41);
o Nossos discípulos que precisam ser tratados;
o Nossos discípulos que precisam de acompanhamento;
o Nossos discípulos que precisam ser curados;
o Nossos discípulos que precisam ser livrados das tentações;
o Os Nossos da família.

• Juntos levando todos pra adorarmos a Deus nosso Pai;

• Sem egoísmo na adoração, todos iguais. Pois, para Deus não tem e não haverá o maior e nem melhor.

• Apenas os que o Pai está vendo como Filho em Cristo.


3. “Que estás no céu”

• No Velho Testamento Deus se apresenta com uma habitação no Céu;

• Mateus quando faz sua narrativa no sermão do monte apresenta um Jesus para os judeus. Ou seja ele escreve direcionado para os judeus.

• Em João 14 Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar lugar.”

o Onde Jesus foi preparar lugar?
o Ele foi edificar uma casa, a qual é composta de 5 pilares?
 1º A Cruz;
 2º A Morte;
 3º A Ressurreição;
 4º A Ascensão;
 5º A Vinda do Espírito Santo.

o Deus Mudou de Endereço, não está mais no céu.

o Com esses 5 pilares o Senhor Jesus Edificou morada em nós.

o Deus mudou de endereço agora ele habita em nós.


Aplicando em nossas vidas:
1. Temos uma diretriz em nossas orações;
2. Essa oração é mais que um modelo é um estilo de adoração e comunhão com Deus;
3. Temos um Pai celestial que é bom e é amor.
4. Não estamos sozinhos e nem devemos ficar sozinhos “o Pai é Nosso”.
5. Temos um pai que anda, caminha e está conosco.
6. Somos morada deste Pai.
7. Ele escolheu você para habitar. A estrutura de Sua casa é o nosso coração. Os pilares da edificação de sua casa é o NOSSO entendimento daquilo que ele fez na cruz do calvário. Entende isso? Se entenderes, és um Salvo!

ORAÇÃO DO PAI NOSSO p2

RIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 2
Texto base:
MATEUS 6.9-13
9 Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.]

Texto áureo:
“Que todos Reconheçam que o teu nome é Santo” (NTLH)
“Santificado seja o teu nome” (NVI)

INTRODUÇÃO:

É uma tradição que os mestres espirituais de cada religião façam ensine suas orações. Ensine “como” orar e “o que” orar.
Dentro de seus ensinamentos, apresente na formulação da oração sua filosofia de crença. Eles fazem uma síntese de seus ensinamentos. Propagando e disseminando sua ideologia: Exemplo: na nossa realidade religiosa católica brasileira vemos a famosas orações de São Francisco de Assis, de Santa Tereza, de são bento, cada um ensina a síntese de sua mensagem.
Na oração do Pai nosso não é diferente. Em Lucas capítulo 11 os discípulos viram Jesus orar pediram para que os ensina-se a orar também. Foi o pedido dos discípulos!
Então podemos entender que como os mestres espirituais de cada religião ensinam seus seguidores como e o que orar, no Cristianismo não é diferente, Jesus aqui está ensino sua Religião. É a religião de Jesus.
Jesus nos dá respostas para os grandes anseios espirituais do ser humano, que são suas necessidades básicas para sua vida espiritual e estrutural. Nisso vemos 4 grandes anseios e conflitos que vivemos: a busca de significado, a fome, o peso da culpa e o medo do mal.
A busca de significado: qual é o sentido de todas as coisas, qual o sentido da vida, qual o sentido do mundo. Temos que encontrar resposta pra isso.
A fome: somos seres com apetites, sempre movidos na direção de algo mais. Somos naturalmente insatisfeitos. Queremos saciar nossa fome para obtermos a satisfação plena.
O peso da culpa: carregamos uma culpa, nós nos compreendemos como devedores. Todos nos temos dividas que nos oprimem. Sentimos-nos endividados como pais, como cônjuge, como cidadãos, como amigos como cristãos. Sempre alguém nos cobram essa culpa, essa divida de uma espiritualidade.
O medo do mal. Carregamos sempre em nossa alma o medo. Medo do mal, medo perder tudo medo que nos sobrevenha o dia mal (Jó 3.25,26).
Jesus na oração do PAI NOSSO oferece respostas para esses 4 conflitos do ser humano que são suas necessidades básicas. O Senhor dá resposta aos conflitos Circunstanciais e existenciais.
Que conflitos são esses? Dividas! Relacionamento! Conduta Profissional!

Focalizamos agora o texto da oração do Pai nosso onde se diz “que todos reconheçam que o seu nome é Santo”.

Na Bíblia, “nome”, muitas vezes, quer dizer a própria pessoa.
Santificado quer dizer venerado ou honrado. Está em foco a honra de Deus entre os homens. Que sejam reconhecidas a sua bondade e santidade entre os homens. A primeira petição é que o caráter santo e bondoso de Deus seja reconhecido e respeitado entre os homens, conforme já sucedeu nos céus, onde Deus apresenta suas principais manifestações.
A principal necessidade aqui é o reconhecimento e reverencia pelo nome de Deus.
Jesus só se satisfazia quando o nome de Deus era santificado na conduta diária dos homens, e não por motivo de meras palavras e orações.

Quando é que santificamos o nome Senhor?

1. Quando entendemos o Enigma da Graça de Deus.
a. No nível humano, Judas O entregou aos sacerdotes, os quais O entregaram a Pilatos, que O entregou aos soldados, os quais O crucificaram.
b. Mas no nível divino, o Pai O entregou, e Ele se entregou a Si mesmo para morrer por nós.
c. E hoje, à medida que encaramos a cruz, pois, podemos dizer a nós mesmos: “eu o matei, meu pecados O enviaram à Cruz”.
d. Acima de Tudo quem o levou a Cruz foi o seu próprio amor por nós. Ele se matou, Seu amor o levou a cruz!
e. Amar o Pai através disto e entender o enigma da graça de Deus.
f. Não precisa de absurdos na adoração, apenas viva a graça.

2. Reconhecemos que seu nome é santo quando pregamos que Ele é o caminho para a salvação.
a. Pregar o evangelho é proclamar o nome do Senhor.
b. Pregar é proclamar que Jesus é o único caminho.
c. Pregar é proclamar que Jesus é uma realidade presente.
d. É uma realidade permanente.
e. É a nossa fé pessoal.
f. Portanto santificamos, exaltamos, adoramos e glorificamos o nome do Senhor quando cumprimos a missão “IDE”.


3. Quando nos tornamos um adorador por aquilo que o Nosso Pai é.
a. Adorando o seu Santo Nome (Isaias 9.6)
i. “...ele será chamado Conselheiro Maravilhoso, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz”
b. Adorando ao Senhor sem cessar (Salmos 34.1)
i. “Eu sempre darei graças a Deus, o Senhor; o seu louvor estará nos meus lábios o dia inteiro.”
c. Adorando em Espírito e em Verdade (João 4.24)
i. “Deus é espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”.

Conclusão
Que todos reconheçam que o Seu nome é Santo. Que Deus é Santo, Que Cristo é Santo e que o Espírito Santo é Santo.
Santificamos o nome de Deus quando verdadeiramente reconhecemos QUE O PAI QUE É NOSSO É SANTO.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

ORAÇÃO DO PAI NOSSO p3


SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 3
Texto base: MATEUS 6.9-13

Texto áureo:
“Venha o teu reino” (NTLH)
“Venha a nós o teu reino” (NVI)

INTRODUÇÃO:
O reino é a regra áurea de Deus. É uma regra no sentido de que potência e bondade, julgamento e clemência são combinados de forma justa e amorosa.

O termo surgiu quando as nações eram monarquias, e o termo teve um simbolismo mais realista do que nos dias de hoje e em nossa cultura.

A igreja que está neste mundo, precisa identificar-se com Jesus, observando cuidadosamente sua identidade missionária; sua obediência à obra de Jesus; seu amor pelas vidas que não conhecem as boas novas da salvação.

Para entendermos o Reino precisamos entender o que é missão:
“Missão é o povo de Deus intencionalmente cruzando barreiras de Igreja a não-igreja, fé a não-fé, proclamando por meio da palavra e obras, a vinda do Reino de Deus em Jesus Cristo” (Charles Van Engen)

Falar do Reino de Deus é falar sobre o infalível propósito redentor de Deus para sua criação e da vocação apostólica que a Igreja tem com respeito a este propósito na história.

A Missão da Igreja só pode ser entendida à luz do Reino de Deus, à luz do propósito revelado em Jesus. Diante dessa afirmação iremos refletir algumas perspectivas sobre as implicações do Reino entre nós.

O Reino é o poder dinâmico do Deus-Trino, que se torna visível pela manifestação do Espírito Santo por meio de sinais restauradores que evidenciam Jesus como o Messias prometido: Pois o Reino de Deus não consiste de palavra mas de poder (1 Co 4.20).

É nova realidade que está no centro da história e que modifica profundamente a vida humana, não somente espiritualmente, mas também, psicológica, moral e socialmente: Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm14.17).

O REINO DE DEUS ESTÁ ENTRE NÓS

O Reino está entre nós! Jesus Cristo indica a presença do Reino de Deus na história, pois:

1. Ele veio e trabalhou no poder do Espírito Santo.
• Jesus voltou para a Galiléia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. (Lc 4.14).
• Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer. Porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará justiça às nações (Mt12.18).

2. Ele ensinava os princípios do seu Reino com autoridade.
• Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, por que lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei. (Mc. 1.22).
• Jesus respondeu: “O meu ensino não é de mim mesmo. Vem daquele que me enviou. (Jo 7.16).
3. Sua encarnação, crucificação e ressurreição estabeleceram a implantação vitoriosa do Reino.
• Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lc 2.10,11).
• Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rm 8.34).

A IGREJA É O REINO DE DEUS PRESENTE

A Igreja não é somente o corpo e a noiva de Cristo, mas também, o templo e a cooperadora do Espírito Santo.
Assim como a missão de Jesus é dinamizada pelo Espírito, a Igreja é canal da ação missionária do Espírito Santo.
A Igreja é revestida de poder espiritual para ser um instrumento e uma portadora do Reino entre as nações.

Desta forma observa-se que o Reino está presente:

1. Quando a Igreja proclama a mensagem que Jesus é o único Senhor
• Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. (Rm 10.9).

2. Quando a Igreja desafia o ser humano a arrepender-se de seus pecados e o convida a ser servo de Deus
• Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados. (At 3.19).

3. Quando a Igreja discipula os que aceitam o convite
• Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em uma língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja. (1 Co 14.26)

4. Quando a Igreja ensina e envia discípulos ao mundo
• Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função (Ef 4.16)

CONCLUIMOS
A igreja é a voz profética entre os povos.
Desde o princípio, a Bíblia mostra o interesse de Deus pelos homens. Constantemente Deus interveio na história procurando aproximar-se, revelar-se aos que criou à sua imagem e semelhança.
Em sua procura pelo homem, Deus não se calou, mas apareceu, enviou anjos, levantou profetas, e por último, nos falou através do seu Filho, Jesus (Hb 1.1,2)

O evangelho é o momento da graça de Deus, a oportunidade ímpar para que a humanidade chegue ao entendimento e paz com o Deus-trino e descubra sua verdadeira identidade missionária.
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. (Atos 1.8)

Rev Alberto Maciel Carneiro

ORAÇÃO DO PAI NOSSO p4


SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 4
Texto base: MATEUS 6.9-13
Texto áureo:
“Faça-se a tua vontade” (RA)
“Que a tua vontade seja feita” (NTLH)

INTRODUÇÃO:
A oração ensinada por Jesus é modelo porque envolve todas as áreas de nossa vida. Ela fala da intercessão, da confissão, da exaltação a Deus e da petição.
Neste momento da oração modelo de Jesus “seja feita a sua vontade assim na terra como no céu” é a ação daquele para quem os interesses de Deus estão em primeiro lugar.
O que devemos fazer com a vontade de Deus?
1. Devemos descobrir.
“desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo” (Ef 1.9)
2. Entender.
“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.” (Ef 5.17)
3. Experimentar.
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2)
4. Fazer.
“Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mt 12.50)

Entendamos alguns princípios da vontade soberana de Deus:

1. VONTADE DE DEUS – FOCO NA SOBERANIA
A asserção da absoluta soberania de Deus na criação, providência e graça é fundamental à crença bíblica e ao louvor bíblico.
O domínio de Deus é total: Ele decide à medida que escolhe e executa tudo aquilo que decide, e ninguém pode parar sua mão ou impedir seus planos.
No Salmo 93, a realidade do governo soberano de Deus é afirmado para:
(a) Garantir a estabilidade do mundo contra todas as forças do caos (v.1-4);
(b) Confirmar a fidelidade de todos os testemunhos e instruções de Deus (v. 5);
(c) Requerer de seu povo reverência à santidade (v. 5).


2. VONTADE DE DEUS - A DEFINIDA PELA FÉ: - É RESPEITAR A VONTADE DE DEUS
Definiremos fé dentro de sua abrangência no reino de Deus, sem que ela possa violar a vontade de Deus.
Mas a pergunta é: fé está condicionada a vontade de Deus?
Dentro de alguns anos estou observando pessoas que apresentam suas idéias de fé. Apresentando uma manipulação da vontade soberana de Deus. Minha fé só é fé se estiver respeitando a vontade de Deus.
Exemplos bíblicos
- Abraão e o sacrifício de Isaque: qual foi a atitude de Abraão? O de respeito a vontade de Deus.
- A atitude dos jovens Sadraque, Mesaque e Abedenego: “se Deus quiser ele nos livrará” – atitude de respeito a vontade de Deus.
- O rei Davi depois do seu pecado começando a passar pelas conseqüências, vindo o recado de Natã onde diz que o filho de Davi com Bate-Seba irá morrer. Davi caiu em um jejum de 7 dias quando o filho morreu ele entendeu a vontade de Deus.
- O profeta Ezequiel na visão do vale de ossos secos. Deus diz: “pode esse ossos tonar a viver; Ezequiel responde tudo sabes Senhor”.
- O Próprio Jesus respeitou a vontade de Deus no jardim do Getsemani. “se possível passe de mim esse cálice, mas não seja feita a minha vontade mas a tua”

O que vimos é homens que entendenram que a fé é simplesmente o respeito a vontade e ação de Deus em nossas vidas, sem condição ou influência nossa é Deus agindo pelo seu querer.

3. VIVENDO NO CENTRO DA VONTADE DE DEUS
Jonas pensou que poderia fugir da presença de Deus. Ele achou que os planos de Deus para sua vida não eram os melhores. Você conhece a história de Jonas. Ele desobedece ao Senhor quando Ele o manda ir para a cidade de Níneve para levar a mensagem de Deus. Ele tenta fugir para a cidade de Tarsis. Não consegue. Uma tempestade quase afunda o barco em que estava e, jogado para fora, ele é engolido por um grande peixe e vomitado na praia. Ele então vai a Níneve e prega sobre o pecado da cidade a qual se arrepende. Jonas nos dá muito material para descobrirmos o que acontece com quem não está no centro da vontade de Deus.
Quando alguém não está no centro da vontade de Deus:

1. Acha que pode fugir da presença d’Ele. (Jonas 1.1-3)
Jonas tentou fugir. Não deu certo. E você, também pensa que pode fugir? Algumas pessoas acham que pelo fato de não estarem na igreja, não estarem no rol de membros da igreja, que elas podem pecar porque Deus não irá "pegar no pé" delas. Estão enganadas. É melhor parar de brincar de esconde-esconde com Deus antes que seja tarde.

2. Começa a descer e descer espiritualmente. (Jonas 1.3-7-17)
É interessante o que acontece com Jonas. Ele desce de Jerusalém para a cidade costeira de Jope; paga sua passagem e desce para dentro barco; desce para o porão do barco; e dalí ele desce para o fundo do mar dentro do estômago do grande peixe que o engoliu. Essas constantes descidas nos lembram das constantes descidas espirituais que uma pessoa que não está no centro da vontade de Deus experimenta em sua vida.

3. Começa a dormir um profundo sono espiritual. (Jonas 1.7)
É curioso o que acontece com Jonas quando ele desce para o porão do navio. Ele começa a dormir. Apesar do barco estar se partindo e toda a correria, ele consegue dormir. Mas não é o "sono dos justos", é um sono anestésico da consciência. Muitas pessoas que fogem de Deus e da sua vontade, fazem exatamente isso: caem em sono espiritual.

4. Perde a noção do alcance da sua desobediência. (Jonas 1.12)
O fato de Jonas conseguir dormir em meio ao caos que se abatia sobre o barco, mostra que ele não tinha noção do alcance da sua desobediência. Agora várias vidas estavam em perigo por causa de Jonas. Você também precisa se lembrar que a sua desobediência a Deus vai causar danos às pessoas que o cercam. Não existe o chamado "pecado particular". Todos os pecados irão atingir outras pessoas.

5. Não sente a alegria das vitórias espirituais. (Jonas 4.1-3)
Jonas era um cara esquisito! E a esquisitice dele era devido à sua fuga da vontade de Deus. Quando ele vai até Nínive e prega aquela mensagem com uma tremenda má vontade, mesmo assim, Deus o usa e a cidade toda se arrepende.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

ORAÇÃO DO PAI NOSSO p5


SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 5
Texto base: MATEUS 6.9-13
Texto áureo:
“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (RA)
“Dá-nos hoje o alimento que precisamos” (NTLH)

INTRODUÇÃO:

Desde os tempos mais antigos a palavra “pão” vem sendo usada para indicar o alimento em geral.

Visto que era o artigo forte da alimentação, era chamado de “sustento” do pão (Lv 26.26) O que provavelmente é a origem da frase “sustento da vida”.

O pão desde os tempos antigos era usado nas refeições sagradas (Gn 14.18), e em certas ofertas também eram incluídos pães (Lv 21.6).

Acima de tudo, o pão gozava de posição no santuário, na forma de pães da proposição, literalmente, “pães da presença”.

O maná foi posteriormente chamado de “pão do céu” (Sl 105.40).
Jesus se define como o pão que dá a vida eterna a quem o come. Essa é a diferença com maná do deserto, que além de ser pão perecível, não podia impedir a morte de quem o comia. Em contraposição, Jesus declara: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu: aquele que come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo".

Nosso Senhor Jesus referiu-se a Si próprio como o “pão de Deus” e como o “pão da vida” (Jo 6.33 e 35), e escolheu o pão da Páscoa para ser o memorial simbólico de seu corpo partido.

Entender o pão narrado na oração do pai nosso, na ótica do Cristo, é muito mais do que um sentido figurado, e sim, saciar a nossa fome física, nossa fome psíquica, emocionais, mais absolutamente ele está falando de nossa fome da alma. Fome da alma!

Fome mais profunda mais essencial.

Vemos razões para crer numa provisão de Deus para as nossa fome espiritual. Jesus não está preocupado com a nossa sobrevivência no mundo. Tanto é que a palavra nos mostra essas razões:

1. Mateus 6.25
“não se preocupem com ao comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir! Afinal será que a vida não é mais importante que a comida?”

2. Mateus 4.4
“Nem só de pão viverá o homem, Mais de toda palavra que procede da boca de Deus”.

3. Lucas 10.41,42
“Marta! Marta! você está preocupada e inquieta com muitas coisas, Maria porem escolheu a melhor parte”.

4. João 6.26,27,53,48
“Jesus respondeu: - eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim conseguir a comida que dura para a vida éter. O Filho do homem dará essa cmida a vocês por que Deus , o Pai deu provas de que ele tem autoridade.”
“Então Jesus disse: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida.”
“Eu sou o Pão da vida.”


1. PÃO VIVO

O evangelho proclamado hoje é a primeira parte do sermão de Jesus sobre o pão da vida (João 6, 41-51), e contém duas partes bem diferenciadas:
1ª ) a origem de Jesus e a fé nele.
2º) Jesus é o pão vivo que dá a vida a quem o come.
Os judeus criticavam Jesus porque dissera: "Eu sou o pão vivo descido do céu", e diziam: "Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como diz agora: que baixou do céu?
Numa boa lógica, as palavras de Jesus eram para eles uma louca arrogância. É o escândalo, sempre atual, da Encarnação de Deus na raça humana. Jesus reconhece que o mistério de sua pessoa não pode ser captado senão pelo dom da fé: "não critiquem, ou seja, não sejam incrédulos.
Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrair.... asseguro-lhes: aquele que crê tem a vida eterna".
Jesus fala no presente: aquele que corresponde à atração do Pai, aquele que crê, já tem a vida eterna.
A segunda parte do evangelho constitui o núcleo do sermão sobre o pão da vida. Mediante a fórmula de revelação "eu sou" como Yaveh, no Antigo Testamento



2. O PÃO PARTIDO - O GRANDE SACRIFÍCIO DE JESUS

a. A Figura do Trigo
As espigas eram colhidas e os grãos eram triturados e transformados em alimento para o povo.

b. Como a Bíblia Descreve o Sofrimento de Jesus
Salmo 22:1-2, 14-18; 69:21; Is. 53
Mateus 27:27-31, 34; João 19:34

c. O Sacrifício de Cristo como Prova do Amor por Nós
João 12:24 – para que vivêssemos.

3. QUE O DESCANDO DE AMANHÃ O SENHOR NOS DÊ HOJE!

Jesus é a fome que é saciada hoje! É o alimento para hoje. O alimento de amanhã nos dá hoje.

Jesus é o pão pois jamais despediu vazio aos que o buscavam. E pão aqui significa mais do que simplesmente alimentar. Significar olhar a pessoa por inteiro. E Jesus olhava conforme suas próprias palavras: "...amarás o teu próximo como a ti mesmo".
Jesus é o pão que alimentava os famintos, que curava os enfermos, que restaurava as pessoas caídas.
Mas, mais importante do que isso, Jesus é o alimento para a eternidade: "...se alguém dele comer, viverá eternamente".
Quem se alimenta de Jesus tem suas forças renovadas para enfrentar as dificuldades diárias e encontra forças para olhar o seu próximo e vê-lo por inteiro, sendo capaz de amá-lo e ajudá-lo em todas as suas necessidades diárias, tanto materiais como espirituais.
Quando Jesus ensina a amar o próximo como se ama a si mesmo ele quer dizer que a vida humana encontra sentido na doação.

3. COMER O PÃO DE DEUS É DIREITO. OFERECER O PÃO É PRIVILÉGIO

• Comer o pão de Deus é direito de todos aqueles que já experimentaram “o Pão que desceu do céu”. Esse pão está ao dispor de quantos desejarem saciar sua fome espiritual.
• Mas alguns, além de comer, podem servir o pão.
• Podem ir além do átrio, chegar até o céu e ministrar no altar.
• Mas bem aventurado é dar do que receber.

Jesus é o pão da vida.
Nele vivemos o espírito em detrimento da matéria, o coletivo em detrimento do egoísmo, o nosso em detrimento do eu.
Jesus é a resposta para a solução dos problemas da humanidade. Basta crer em Jesus e em suas Palavras. Quando a pessoa crê em Jesus é alimentada e sua vida muda. Assim tem forças para alimentar o próximo, tanto espiritual quanto material, e mudar a sua vida. É em Jesus que podemos evitar de ver cenas como a da criança se "alimentando" de terra, manteiga e água. Jesus é o pão espiritual que dá vida e através da vida consagrada do crente transforma-se em realidade concreta de ações de amor e doação.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

'ORAÇÃO DO PAI NOSSO' p6


SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 6
Texto base: MATEUS 6.9-13
Texto áureo:
“...e perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (RA)
“Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam.” (NTLH)

INTRODUÇÃO:
Estamos no sexto momento da oração do Pai nosso onde estamos buscando respostas para os anseios para nossa alma.
Nesta oração o Senhor Jesus apresenta a síntese de sua visão de Deus, de si mesmo, do mundo, e apresenta pra nós a estrutura através da qual nós compreendemos todas as coisas:
• A eternidade e o tempo,
• O céu e a terra,
• Deus e o Diabo,
• A maneira como relacionamos com Deus,
• A maneira como relacionamos com nós mesmo,
• A maneira como nos relacionamos com outras pessoas,
• A maneira como nos relacionamos com a vida,
• Aquilo que entendemos como prazer, sobrevivência, satisfação, realização, todas as coisas que são próprias do coração humano que estão expressas na oração do Pai nosso.

Jesus nos dá respostas para os grandes anseios espirituais do ser humano, que são suas necessidades básicas para sua vida espiritual e estrutural. Nisso vemos 4 grandes anseios e conflitos que vivemos: a busca de significado, a fome, o peso da culpa e o medo do mal.
O Senhor Jesus dá resposta a esses conflitos Circunstanciais e existenciais.

Em Mateus seis, apresentamos nosso foco no versículo 12, onde expressa a importância da iniciativa do Perdão.
Primeiro com o próximo, depois já serve de exemplo para com Deus.
Como o cristão deve tratar alguém que pecou contra ele? Não deve esperar que o pecador venha até ele, mas tomar a iniciativa da reconciliação. A necessidade do perdão não está relacionada à gravidade da falta cometida. Jesus nos ensina que devemos perdoar incondicionalmente.

Receber o perdão de Deus e passar esse perdão adiante são duas coisas que sempre vêm juntas:
• Mateus 5.23-25 – fala do conserto antes da oferta;
• Mateus 6.14,15 – fala do perdão de Deus condicionado ao nosso perdão aos homens;
• Marcos 11.25 – fala da oração em que se libera o perdão a alguém que lhe ofendeu.

Consultando a Palavra de Deus em Mateus 18.21-35, num diálogo que Pedro teve com nosso Senhor Jesus, podemos entender mais claramente o conceito do perdão.
Certamente, Jesus não colocou um limite numérico (490 vezes), mais Ele quis demonstrar com essa resposta que devemos ter sempre disposição para perdoar.
Jesus está ensinando que a nossa capacidade em perdoar está baseada no perdão total que nos foi oferecido por Deus, em Cristo Jesus (Cl 3.13; Ef 4.32).

1. O QUE NÃO É PERDÃO

Perdoar não é Esquecer
Há pessoas que realmente perdoam, mas não conseguem esquecer mentalmente e, por isso, acham que realmente nunca perdoaram.
É necessário fazer-se distinção entre esquecimento emocional e mental. Lembrar a ofensa de tal modo que ela continue a afetar o relacionamento emocional, não é perdoar. Porém, lembrar a ofensa como um fato consumado, sem significação ou efeito negativo em meu relacionamento, é perdoar.

Perdão não é sentimento
Deus nos dá uma ordem: Perdoai-vos mutuamente... (Cl 3.13). às vezes somos manipulados por nossas emoções e sentimentos. Eu também não senti vontade de perdoar meu amigo; afinal de contas, ele me feriu, ele deve me pagar. Perdão é um ato de fé baseado na ordem de Deus.

Perdoar não é voltar ao passado
Sempre que voltamos a pensar no que aconteceu, continuamos alimentando um ressentimento, uma amargura. Trazer o passado de volta é uma força destrutiva por que:
- já aconteceu;
- utiliza a energia emocional que a pessoa necessita para as exigências do dia-a-dia (Sl 32-1-5);
- é falta de entendimento sobre o perdão de Deus em suas vidas.

Perdão sem exigências
Perdão não é exigir mudanças, por parte da outra pessoa, antes de nosso perdão. Quando exigimos mudanças na vida de outra pessoa, nos colocamos no papel de juiz.

2. O QUE É PERDÃO

A dificuldade do Perdão
Creio que uma das coisas mais difíceis da vida cristã é perdoar; especialmente quando fomos profundamente feridos. Perdoar vai custar seu orgulho. É não exigir seus direitos. É não se vingar. Na realidade, é deixar a pessoa livre, nada devendo. É não querer que a pessoa pague pelo seu pecado.

Perdão é Consideração
É dar amor quando ela espera ódio. É dar compreensão quando espera raiva, vingança. É dar liberdade quando merece punição. É recusar buscar sua própria vontade.

Perdoar é Substituir
O Apóstolo Paulo afirmou este conceito quando em 2 Co 5.21 diz: “Aquele que no conheceu pecado, (Jesus Cristo) ele o fez pecado por nós”; (literalmente, Ele se tornou pecado por nós, isto é, em nosso lugar) “para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.”


3. O EVANGELHO DE JESUS É O EVANGELHO DO PERDÃO

O evangelho de Jesus não é o evangelho do aperfeiçoamento ou do auto-aperfeiçoamento. Mas é o evangelho do Perdão.
O evangelho de Jesus convida pessoas culpadas para lhes oferecer o perdão de Deus.
A religião de Jesus é a religião do perdão. Onde não há espaço para um relacionamento com Deus com base na justiça retributiva. Na religião de Jesus não cabe palavras do tipo “eu mereço”, “eu não mereço”.

A grande novidade do evangelho é que Deus me alcançou com sua graça.

Sempre Deus vai olhar pra você e vai tratar lhe tratar com base na cruz do calvário. Deus só nos olha através da cruz. Sem cruz não há perdão.
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou à palavra da reconciliação.” (2 Co 5.19)



4. PERDÃO É DEUS É CÍCLICO – é uma ação relativa.

O perdão é cíclico porque estamos perdoando e sendo perdoado. É relativo. É repetido em uma certa ordem.
Pra lermos a primeira parte do versículo 12 (“perdoa as nossas dividas”) temos que entender a segunda parte (“assim como perdôo os meus devedores”).

Nós não conseguimos perdoar porque não conseguimos tirar a culpa de dentro de nós. Carregamos um senso de justiça retributiva que pensamos em pagar Deus com alguma coisa ou atitude pra podermos alcançar o perdão.
Na religião de Jesus eu perdôo e recebo perdão. Eu recebo perdão e perdôo.
Quem não consegue entender isso no reino de Deus e na ótica de Jesus, continuam sempre fazendo as mesmas perguntas
- “Ele fez isso? E ai? Vai ficar por isso mesmo?





5. O SENHOR JESUS NOS ENSINOU A ORAR COM O OBJETIVO DA CONFISSÃO

Porque é que as pessoas ainda se sentem culpadas. É porque ainda não o que é o que a bíblia diz sobre confissão. O que a Bíblia diz sobre confissão:
”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1.9).

Confessar é uma palavra que pode ser literalmente traduzida por homologar.
O que é homologar? É ratificar!
O que é homologar? É confirmar!
O que é homologar? É reafirmar a decisão! É autenticar o veredito!
Homologar é colocar embaixo um “de Acordo”. É dar aquiescência!

Essa confissão é trazer a luz diante de Deus o que faço com meu próximo. Oramos-nos na luz. Por isso que João diz que aquele que diz que não tem pecado está em trevas, mas aquele que diz que tem pecado e confessar está na luz como ele (Jesus) na luz está.

Deus trata conosco na luz. Porque ele é luz. Na luz temos que confessar nosso pecado pelo nome. Essa confissão genérica é mentirosa. Você tem estar sempre em Peniel – face a face com Deus. Chame seu pecado pelo nome. Confesse e deixa em nome de Jesus. Ele é fiel e justo para lhe perdoar.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

ORAÇÃO DO PAI NOSSO p7


SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 7
Texto base: MATEUS 6.9-13
Texto áureo:
“E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal” (RA)

INTRODUÇÃO

O que é a tentação?
Define-se tentação como o caminho rápido para resultados imediatos.
O maior motivador das pessoas é a busca da felicidade – e alguns acham que podem achá-la na satisfação dos prazeres, outros no poder, outros na fama e dinheiro, e outros até no sofrimento. Quando não conseguem a felicidade, culpam a falta de dinheiro; quando o tem, culpam as pessoas, e assim em diante. Daí passam para a fuga das drogas ou álcool, ou até a lavagens cerebrais que algumas religiões de massa produzem.
A Palavra de Deus nos fala que o caminho da verdadeira felicidade é fazer a vontade de Deus. "Apraz-me fazer a Tua vontade...".
Pensem bem: o que passa pela cabeça de uma pessoa quando cai no "conto do bilhete premiado"?
A tática da tentação é mostrar somente o lado brilhante da oferta – não fazer uma análise clara das perdas e ganhos. A emoção nos faz cometer terríveis equívocos e fazer coisas de que nos arrependemos por muito tempo
O problema da tentação é que ela promete recompensa a curto prazo e conseqüências a longo prazo.
Parecem aquelas promoções: Tenha dinheiro agora – pague quando puder. Em 6, 10 ou 36 meses... Mas não dizem o quanto de juros vai ser cobrado; as operadora de telefonia celular e equipamento para emagrecer são as campeãs em pseudas propagandas.
A tentação não escolhe posição social, sexo, idade ou grau eclesiástico, a tentação atinge a todos os seres humanos.

1. Devemos observar algumas questões referentes à tentação de Jesus, veja:
• Jesus foi tentando na sua forma humana e não em uma forma divida.
o Mt 4: 2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
• Toda Tentação é humana e não de Deus.
o 1Co 10:13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
• A tentação esta ligada ao que causa desejo e desperta vontade na natureza humana.
• A tentação não é pecado, não precisa pedir perdão ao ser tentado. O Pecado é quando acabamos cedendo à tentação. Não podemos alimentar a tentação, pois se alimentarmos a tentação acabaremos pecando.
o Tg 1: 14 - Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
o Tg 1: 15 - Depois, havendo a concupiscência concebida, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

Após a tentação Satanás sempre trabalha muito para darmos um passo errado.

Veremos agora as formas que Satanás trabalha para desenvolver um interesse no ser humano em ceder à tentação:
1. Quando satanás ataca, ele ataca com todas as suas forças. No caso de Jesus ele veio como o próprio lúcifer para tentá-lo e derrubá-lo.
2. Satanás trabalha muito em cima das pessoas que estão sozinhas. Satanás esperou Jesus estar sozinho para tentá-lo. Quando estamos sozinhos não temos ninguém para nos auxiliar.
3. Quando Satanás tenta, ele procura utilizar alguns argumentos validos, mas não verdadeiros.
o Por exemplo: Satanás utilizou a própria bíblia para derrubar Jesus. Ele utiliza uma verdade aparente, porém não conclusiva.
4. Satanás sempre procura nos derrubar quando estamos mais fracos.
o Exemplo: Satanás explorou a fraqueza de Jesus quando estava com fome utilizando a própria bíblia, veja:
 Mt 4: 3 E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
o Porem a solução de Satanás não resolveria o problema definitivamente, Jesus poderia transformar as pedras em Pães, porém não resolveria seus problemas, pois Jesus iria ter fome novamente em pouco tempo. Satanás não traz solução ele só engana.

2. Veremos agora as formas de ataque do Diabo

Primeira forma de ataque do diabo

Desejos da carne. A natureza pecaminosa do homem

Devemos sempre procurar fugir de todos os desejos da carne. Tudo o que é da naturaza humana devemos fugir. Veja o que a bíblia diz:
• 1Co 6: 18 Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
• 2Tm 2: 22 Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.

Temos sempre que fugir da aparência do mal, dos desejos da carne. Por mais que podemos estar fortes na presença de Deus, não existem super crentes. Com a carne e com a tentação não se brinca, temos que fugir sempre.
Exemplo: Sansão.
Sansão era um grande homem de Deus, usado para livrar o povo de Israel. Até Sansão que era um homem forte acabou cedendo à tentação e a sua vida foi completamente destruída. Juízes 14

Jesus nos deu segredos para vencermos a tentação, veja:
• Mt 26: 41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
• Mt 4: 4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
A palavra de Deus está repleta de força para vencermos a tentação.

Segunda forma de ataque do diabo

A soberba da vida. A deidade do homem, a altivez
• Mt 4: 6 E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra.
• Mt 4: 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.

Temos que ter cuidado com a soberba.
Soberba significa: 1. Orgulho. 2. Altivez. 3. Elevação. 4. Arrogância. 5. Sobrançaria.
Devemos ter cuidado para não nos ensoberbecer querendo demonstrar que somos mais do que os outros. Não importa o nosso nível social, o nosso grau eclesiástico, o nosso nível espiritual, a nossa conta bancária, temos sempre que ser humildes.

Veja o que diz a bíblia:
• Jr 9: 23 Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas,
• Jr 9: 24 Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.

Terceira forma de ataque do diabo.

A cobiça dos Olhos
• Mt 4: 8 Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
• Mt 4: 9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

As três coisas principais que atraem com muita força todos os seres humanos.
• PODER – DINHEIRO - SEXO

Satanás mostrou todos os reinos do mundo e lhe ofereceu todos os prazeres com mundo, porém com uma condição:...Se prostrado me adorares...
Devemos ter cuidado com os caminhos mais fáceis. Temos que lutar para conquistar as coisas. O caminho da precipitação também derruba o crente. Não podemos nos preciptar para tomar as decisões....Tudo isto te darei se..... Jesus sabia que todos os reinos são dele, porém ainda não era a hora.
• Ec 3: 1 TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Temos que esperar o tempo de Deus para recebermos todas as coisas, as bençãos, as promessas. Não devemos cair na tentação de querermos antecipar as coisas, isso pode ser um veneno mortal para todos nós. AFINAL, COMO VENCER AS TENTAÇÕES:

3. O segredo para vencer a tentação é simples, Aplicar a palavra de Deus na nossa vida diária.

Veja o que diz a palavra de Deus.
1. Devemos estar cheios do Espírito Santo.
o Veja o que diz: Lc 4: 1 - E JESUS, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto; O cristão cheio de Espírito Santo não tem lugar para as coisas da carne.
2. Devemos deixar o Espírito Santo guiar a nossa vida.
o Mt 4: 1 - ENTÃO foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
3. Devemos Jejuar sempre que pudermos, pois o jejum faz com que mortificamos as vontades da carne.
o Mt 4: 2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
o O jejum nos ajuda a controlar a vontade e controlando a vontade conseguimos vencer a tentação.
4. Devemos estar em constante contato com a palavra de Deus.
o Os 6: 3 - Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
5. A palavra de Deus é uma fonte de vida que nos ajuda a vencer todas as tentações de Satanás.
Para vencer o Diabo, devemos enfrentá-lo.
o Tg 4: 7 - Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
6. Para vencer o Diabo, Devemos repreendê-lo.
o Mt 4: 10 - Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás,
7. Para vencer, a última palavra que deve prevalecer em nossa vida é a Palavra de Deus. Palavra de Benção. Se vier alguma palavra de maldição em nossa vida devemos revidar com a palavra de Deus repreendendo.

4. Após vencer a tentação e o Diabo temos que estar preparado, veja:

1. Devemos sempre estar alerta pois o Diabo nunca ira parar de nos tentar derrubar, veja:
o Lc 4: 13 E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
o Após essa tentação o Diabo voltou a tentar a Jesus em outras ocasiões.
2. Fiel é Deus para nos dar força para vencer todas as tentações. Não estamos sozinhos.
o 1Co 10: 13 Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
3. Com toda a tentação iremos continuar e vencer, pois depois da provação vem a bonança e a coroa da vida, veja:
o Tg 1: 12 Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.

SÉRIE DE SERMÕES 'A ORAÇÃO DO PAI NOSSO p8


SÉRIE: ORAÇÃO DO PAI NOSSO – PARTE 8
Texto base: MATEUS 6.9-13
Texto áureo:
“...pois teu é o reino, o poder e a gloria para sempre” (RA)

INTRODUÇÃO:
Estamos na ultima ministração da oração do Pai nosso onde o foco é o Reino, o poder e a glória.
Vimos:
• Um Deus que chamamos de Pai, onde revela seu amor paternal;
• Um Deus que é nosso, ou seja, que eu não posso adorar ele sozinho;
• Um Deus que mudou de endereço, e não está mas lá, mas está aqui, agora e em nós;
• Um Deus que é Santo e o santificamos em nossas vidas com atitudes de filho, servo, adorador e multiplicadores;
• Um Deus que nos deu a salvação de graça e estabeleceu seu reino na terra para trabalharmos e fazermos justiça a essa salvação;
• Um Deus que governa soberanamente, que controla tudo e todos, sendo assim o fator principal da minha fé é eu respeitar sua vontade;
• Um Deus que nos deu o pão de cada dia, hoje! Esse pão é o próprio Senhor Jesus o qual devemos servi-lo ao próximo, pois mais bem aventurado é dar do que receber;
• Um Deus que nos perdoou na cruz do calvário e que hoje aprendido isso perdôo meu próximo e com autoridade posso reivindicar o perdão de Deus;
• Um Deus que nos ajudar a não cair em tentação, mediante a nossa vontade de resistir à tentação, ou seja, eu venço a tentação e o dia mal mediante ao esforço e vontade de manter-me fiel a ele.
Portanto tudo isso que aprendemos na oração do Pai nosso e a essência de um viver prático. Devemos estar inserido nesse contexto. Quando entendemos, reconhecermos e nos submetermos a esse princípio de autoridade que é:
• O REINO;
• O PODER;
• A GLÓRIA.
Vejamos então porque devemos estar inserido neste contexto:

1. O REINO

Falar do Reino de Deus é falar sobre o infalível propósito redentor de Deus para sua criação e da vocação apostólica que a Igreja tem com respeito a este propósito na história.

A Missão da Igreja só pode ser entendida à luz do Reino de Deus, à luz do propósito revelado em Jesus. Diante dessa afirmação iremos refletir algumas perspectivas sobre as implicações do Reino entre nós.

O Reino é o poder dinâmico do Deus-Trino, que se torna visível pela manifestação do Espírito Santo por meio de sinais restauradores que evidenciam Jesus como o Messias prometido: Pois o Reino de Deus não consiste de palavra, mas de poder (1 Co 4.20).
O Reino está entre nós! Jesus Cristo indica a presença do Reino de Deus na história, pois:

1. Ele veio e trabalhou no poder do Espírito Santo.
• Jesus voltou para a Galiléia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. (Lc 4.14).
• Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer. Porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará justiça às nações (Mt12.18).
2. Ele ensinava os princípios do seu Reino com autoridade.
• Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, por que lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei. (Mc. 1.22).
• Jesus respondeu: “O meu ensino não é de mim mesmo. Vem daquele que me enviou. (Jo 7.16).
3. Sua encarnação, crucificação e ressurreição estabeleceram a implantação vitoriosa do Reino.
• Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lc 2.10,11).
• Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós. (Rm 8.34).

2. O PODER

A igreja é o poder vivo de Deus em nós. Vejamos as manifestações do poder de Deus em nossa vida.
• Poder libertador: Jo 8.32-36;
• Poder perdoador: Mt 9.6;
• Poder Salvador: Jo 4.42;
• Poder transformador: At 9.1-6;
• Poder para batalhar: Ef 6.10,11;
• Poder para Operar milagres: Mc 3.14,15; Mt 9.8;
• Poder para pregar: Mc 3.14,15;
• Poder para testemunhar: At 18.5;
• Poder para vencer: Hb 11.33.

Os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça (At 4.33).
Este poder derivava da presença de Cristo ressuscitado, do senhorio do Filho de Deus e do uso do nome do Senhor Jesus.

3. A GLÓRIA

A glória de Deus poder ser vistas em diferentes aspectos:
• A glória do Senhor faz-nos submissos à sua vontade: Ez 3.23-27;
• A glória do Senhor leva-nos à sua adoração, ao louvor e à submissão: 2 Cr 7.3
• A glória do Senhor santifica: Êx 29.43.
• A glória do Senhor é a sua presença e a certeza de vitória.

CONCLUÍMOS

Reconhecemos que do Senhor é o reino, o poder e a glória e estado nós dentro deste projeto de Deus por meio de Jesus Cristo, somos mais do que vencedores.
Em sua procura pelo homem, Deus não se calou, mas apareceu, enviou anjos, levantou profetas, e por último, nos falou através do seu Filho, Jesus (Hb 1.1,2).
E agora Deus quer usar você para ser a glória visível na proclamação do evangelho.
A igreja é a voz profética entre os povos.

VER PARA CRER OU CRER PARA VER?




VER PARA CRER OU CRER PARA VER

Ver para crer ou crer para ver é um dilema que estamos vivendo nos dias de hoje. Vendo eu posso crer por ser mais fácil de acreditar, é a maneira pelo qual todos evangélicos estão vivendo. Embora a mensagem que externam “crer para ver” é um utopia mediante a realidade vivida.

Reconhecemos que crer num salvador condenado e crucificado como um criminosso da pior espécie não é uma tarefa fácil. Uma pequena prova, uma evidência concreta certamente nos ajudaria a crer. Imagine Jesus satisfazendo o pedido dos sacerdotes, escribas e muitos outros curiosos como eu e você que passavam pelo Calvário. No entanto, o mundo ganharia um guru, um mágico, um feiticeiro um homem poderoso mas perderia um SALVADOR.

Os textos bíblicos que se segue “...desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos, Também os que com ele foram crucificados o injuriavam.” (Marcos 15.32). é a maneira em que o homem vêem o Senhor Jesus. Sendo que o que Jesus nos ensinou foi: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.” (João 20.29). Por isso esse deve ser nosso proceder.

A fé precede qualquer evidência, ela olha e recebe aquilo que ainda não foi realizado; Ela crê na Palavra, na promessa, no testemunho. O mundo da fé inverte a lógica mais comum, inverte o óbvio. Se Jesus tivesse descido da cruz e satisfeito a provocação e curiosidade dos sacerdotes e escribas, teria realizado uma das campanhas evangelísticas mais poderosas, de resultados extraordinários. Mais ficaria a pergunta: Essas pessoas seriam convertidas a que? Teriam crido em que?

A fé nos leva a crer então ver “Se creres verás a glória de Deus”, foi a resposta de Jesus a Marta antes da ressurreição do seu irmão Lázaro. “Se creres verás”. É a fé que abre nossos olhos e nossa compreensão, é ela que nos faz andar. Se cremos, então veremos a salvação de Deus. Quando cremos antes, passamos a depender não mais daquilo que vemos, tocamos ou sentimos. Passamos a andar e viver com uma segurança e uma fé liberta da dependência neurótica que nossa infantilidade cria.

Se cremos, veremos tudo aquilo que Deus está fazendo e ainda irá fazer. Veremos as realidades divinas não detectadas pelos olhos ou por qualquer outro órgão do sentidos. Veremos não apenas o grandes feitos de Deus, mas também o pequenos, “os invisíveis” aqueles que os olhos não viram e os ouvidos não ouviram, nem jamais penetrou no coração humano”. A fé que requer ver para então poder crer continuará crendo apenas naquilo que vê e, no fim de tudo, deixará de ser fé para ser apenas uma constatação vaga e superficial do óbvio.

Defino este tema definindo o que é fé: “Fé é respeitar a vontade de Deus”.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

GRAÇA!


Significado da Graça: Vida!

Vamos definir com palavras simples o significado da Graça de Deus sobre nossas vidas. Compreenderemos isso só com a aplicação ao próximo.


  • Graça é um favor não-merecido. É dar algo de valor a quem não merece, mas precisa.
  • Graça é tratar as pessoas melhor do que elas merecem.
  • Graça é tratar as pessoas melhor do que nós esperamos ser tratados.
  • Graça é não desistir daqueles que desistem de nós.
  • Graça é dar amor ao que não merece ser amado.
  • Graça é ser grato, apesar da ingratidão das pessoas.
  • Graça é servir aos inimigos.
  • Graça é abençoar os que nos amaldiçoam.
  • Graça é falar bem de quem fala mal da gente.
  • Graça é orar pelos que nos perseguem.
  • Graça é vencer o mal com golpes de bondade.
  • Graça é desejar o bem para os que nos desejam mal.
  • Graça é perdoar, mesmo quando esse perdão não é solicitado.
  • Graça é se importar com aqueles que não se importam com você.
  • Graça não é falácia é vida.

Meu amigo leitor, você viu como é difícil viver a graça de Deus na essência. Graça nada mas é que as atitudes acima descritas para com relação ao nosso próximo que é a imagem e semelhança de Deus. Não existe graça sem relacionamento. Viver isso é termos a oportunidade de nos relacionamos com amor, afeição, companheirismo, paciência, bondade, benignidade e mancidão. Deus abençoe.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

A NOVA MORADA DE DEUS


DEUS MUDOU DE ENDEREÇO?

Os capítulos 5,6 e 7 de Mateus fala da mensagem de Jesus no sermão do monte. Os ensinamentos do sermão do monte são repetidos para a Igreja de hoje nas epístolas do Novo Testamento. No capítulo 6 o Senhor Jesus nos apresenta algumas instruções com respeito à oração: devemos orar em particular antes de orar em público; devemos orar com sinceridade, devemos orar de acordo com a vontade de Deus e devemos orar com espírito de perdão.

O propósito da oração é glorificar o nome de Deus e pedir ajuda para realizar sua vontade na Terra. Essa oração não começa com nossos interesses pessoais, mas sim com os interesses de Deus: o nome de Deus, seu reino e sua vontade.

O único problema é sabermos "onde está Deus?" para que possamos ter esse encontro e assim realizamos nossas petições. O acesso a Deus como “Pai” só é possível por meio de Cristo: “Ninguém vem ao Pai, senão por mim”, disse Jesus dirige-se (Jo 14.6). Isso também aponta o caminho para a filiação a Deus para todos os cristãos. Deus como Pai de todos os cristãos é o complemento de sua paternidade a ser mencionada aqui. O Senhor é Pai de todos o que tem fé em Cristo.

Jesus Cristo mostrou o Pai ao mundo: “não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo. Antes, é o Pai que está em mim quem faz as obras” (Jo 14.10).

Mas a pergunta ainda perpetua onde está o pai que Jesus disse na oração do Pai nosso. Ele afirmou que “Que estás no céu”!

Vejamos:

· No Velho Testamento Deus se apresenta com uma habitação no Céu;

· Mateus quando faz sua narrativa no sermão do monte apresenta um Jesus para os judeus. Ou seja ele escreve direcionado para os judeus.

· Em João 14 Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar lugar.”

o Onde Jesus foi preparar lugar?

o Ele foi edificar uma casa, a qual é composta de 5 pilares?

§ 1º A Cruz;

§ 2º A Morte;

§ 3º A Ressurreição;

§ 4º A Ascensão;

§ 5º A Vinda do Espírito Santo.

o Deus Mudou de Endereço, não está mais no céu.

o Com esses 5 pilares o Senhor Jesus Edificou morada em nós.

o Deus mudou de endereço agora ele habita em nós. Não mais no céu, mas em nós. Não está mais lá, mas aqui e agora, e principalmente em nós.

Rev. Alberto Maciel Carneiro

DECEPCIONADO COM DEUS


DECEPICIONADO COM DEUS

Se há algo que mais nos cobra a fibra espiritual é o sofrimento. Não apenas quando sofremos, mas quando vemos tanto sofrimento na vida das pessoas e não encontramos, imediatamente, uma reposta para ele. Por que o homem sofre? Nem sempre é fácil responder! Porque o justo sofre? É mais difícil ainda!

Quatro perguntas chaves que muitos vivem e se perguntam, embora não revelam a ninguém. São elas:

1 - Se Deus Existe, porque é tão indiferente com os problemas que enfrentamos?

2 – Porque padece o justo?

3 – Será Deus Injusto?

4 – Por que Deus não Responde?

Deus está no comando de tudo.

O livro de Jó nos ensina que há mais fatores que interferem em nossas vidas do que aqueles que nós podemos controlar. Todavia, o criador nos aperfeiçoa nas adversidades.

Para os homens – Jó poderia se um homem de conduta exemplar.

Para o inimigo – Jó poderia ser um bom teste de fidelidade.

Para Deus – Jó era um justo que poderia ser aperfeiçoado, se abandonasse a justiça própria e tivesse uma revelação ainda maior da glória, da grandeza e da justiça de Deus.

Concluimos então que, Jó se arrepende de seu orgulho e rebelião, e encontra contentamento em saber que desfruta de comunhão com Deus. Esta é a grande lição do livro: se conhecemos a Deus, não precisamos saber porque por que ele nos permite passar pelo que passamos. Além de estar no controle de todo o Universo, também controla nossas vidas, e nos ama. Embora seus caminhos estejam, por vezes, além de nossa compreensão, não devemos criticá-lo pela maneira com que nos trata, ou a outra pessoas. Deus sempre está controlando todas as coisas, mesmo quando não parece estar.

Percebemos, portanto, que Deus trabalha de modo que não entendemos, mas suas ações são sempre baseadas em justiça e amor.

Que Deus nos abençoe e vivamos uma vida de inteira dependencia a sua vontade.

Rev. Alberto Maciel Carneiro